Motivações e Pressupostos
Estratégia Cloud
O sucesso do ecossistema PRIMAVERA depende de quatro fatores principais:

Em primeiro lugar, depende da PRIMAVERA deter tecnologias e produtos desenhados especificamente para a cloud. Isso será fundamental para conquistar novos clientes, porque os clientes procuram hoje, preferencialmente, esse tipo de soluções.
Em segundo lugar, será importante deter tecnologias que protejam o parque atual de clientes, facilitando a sua “cloudização”, a transição tranquila para a cloud.
Em terceiro lugar, os produtos devem contribuir para a transformação digital das empresas, facilitando o trabalho dos utilizadores e a realização dos processos de negócio das empresas e a sua modernização.
E, por fim, essas tecnologias e produtos devem ser fornecidas como um serviço, simples e de acordo com as expetativas dos clientes.
O plano estratégico 16/18 define Elevation e a proposta da PRIMAVERA para a cloud através deste diagrama.

Este diagrama engloba as várias vertentes da estratégia cloud, para além da oferta de produtos, serviços e de plataformas.
Em primeiro lugar representa os dois grandes tipos de clientes que a PRIMAVERA tem. Na parte inferior do diagrama, está representado o parque de cerca de 27K clientes on-premises, que usam esse tipo de produtos hoje. À esquerda estão representados os clientes cloud. Os novos clientes, que “nascem” na cloud, seja usando soluções nativas ou o ERP Windows SaaS.
O esquema representa também as duas grandes famílias de produtos PRIMAVERA: o ERP Windows, on-premises e SaaS, e a linha de produtos nova (Business Suite e Jasmin). Para os clientes novos a primeira opção deverá ser o Jasmin ou o Business Suite. Ou, quando isso não for possível, o ERP SaaS. Para os clientes atuais, a grande maioria on-premises, há a necessidade de lhes proporcionar um “caminho para a cloud”. Na medida do possível através da migração para o ERP SaaS e, progressivamente, para o Jasmin e o Business Suite.
À medida que essa reconversão dos clientes para a cloud for acontecendo, a PRIMAVERA deverá fornecer-lhes novas funcionalidades, em todos os produtos, mesmo nos on-premises, que tirem partido da cloud, através de cloud services. Esse serviços devem acrescentar experiências de utilização ricas, integradas com outras clouds, sejam de negócio ou de índole pessoal e social. E devem ser orientados para o utilizador final, a pessoa, no sentido da criação de uma comunidade de utilizadores que se estima em cerca de 1 milhão de pessoas que podem tirar benefícios de pertencer a essa comunidade.
Por último, a estratégia cloud só fará sentido se todas as tecnologias, plataformas e as infraestruturas permitirem, por um lado, evoluir funcionalmente as soluções, e por outro, ainda mais importante, permitirem integrar os serviços dos parceiros que enriquecem a proposta de valor para o cliente.
Cloudização
Cloudização refere-se ao ato de “transportar” os clientes da PRIMAVERA do mundo on-premises, tradicional, para a cloud. Ou seja, fazê-los usarem soluções cloud para gerirem os seus negócios, beneficiando de todas as vantagens e economias de escala que o cloud computing encerra.
Os clientes novos não precisarão de ser “transportados”, antes começarão logo na cloud, desde que a PRIMAVERA seja capaz de ter uma cobertura funcional que o permita. Enquanto não a tiver, colocar-se-á sempre o risco de não ser capaz de atrair clientes novos.
Mobilidade
Tradicionalmente esta questão tem sido, mal, colocada como uma questão de determinar que aplicações disponibilizará a PRIMAVERA para dispositivos móveis.
No Elevation a questão da mobilidade na verdade não se coloca. Isto porque todos os produtos cloud suportarão naturalmente mobilidade na medida em que, sendo HTML5, poderão ser executados em qualquer browser, em qualquer dispositivo, e, já agora, em qualquer plataforma.
A questão será então saber em que medida esses produtos adotarão o responsive design, adaptando-se devidamente à resolução disponível em cada dispositivo, desde um smartphone a um desktop tracional.
Haverá funcionalidades que, pela sua complexidade, não poderão ser executadas por exemplo num smartphone, porque a experiência de utilização seria penosa. Mas essa não é uma questão tecnológica.
Por fim, haverá experiências de utilização muito específicas que levarão ao desenvolvimento de soluções nativas para dispositivos móveis. Eventualmente até por questões de performance. Nesses casos excecionais, a PRIMAVERA não deve deixar de fazer desenvolvimento nativo, sendo que a orientação principal será sempre tirar partido das características intrínsecas das tecnologias Web (e HTML5).
User Experience
A cloud tem um impacto complexo na experiência do utilizador que, por sua vez, determina parte significativa da sua perceção da qualidade do produto.
Neste novo contexto, a experiência do utilizador é influenciada pelos seguintes fatores:
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Performance: na Web, a velocidade de carregamento das páginas e da apresentação de resultados é muito importante. Os produtos cloud devem ser desenvolvidos desde o primeiro momento com isso em atenção e critérios muito precisos de medição do desempenho.
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Facilidade de utilização: os produtos devem ser o mais simples possíveis e devem ajudar o utilizador a atingir os seus objetivos com eficácia.
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Disponibilidade e Escalabilidade: eventuais problemas nos data centers devem ser transparentes para o utilizador. A infraestrutura deve ser robusta e resiliente e deve adaptar-se à carga em cada instante.
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Relevância das interações: os utilizadores são sensíveis à relevância e riqueza das suas interações com o produto. A cloud oferece possibilidades totalmente novas para adaptar o produto a cada utilizador e às suas necessidades (coisas tão simples como saber em que localização ele está, por exemplo).
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Touchpoints: a experiência do utilizador vai para além dos produtos em si. Está também nos seus pontos de contacto com o fornecedor e os seus processos. Como pode comprar, como pode aprender a usar os produtos, como os configura, com pode obter ajuda e suporte, etc.
Interação do Utilizador com a PRIMAVERA
Historicamente a PRIMAVERA, como todos os fabricantes, implementou as suas interações com os clientes e utilizadores como processos tradicionais: através dos parceiros, por telefone, email e em inúmeros sites (virtualmente um para cada tipo de interação). Esse panorama já não é válido hoje, principalmente face à concorrência que nasceu neste mundo da cloud.
Levando as estratégias de transformação digital expressas no PE1618 mais adiante, estas interações devem progressivamente estar totalmente integradas em todos os produtos e fazerem parte deles. Desde o momento em que o utilizador aprende a usar um produto até ao ponto em que tem um problema para o qual precisa de ajuda.
Na cloud estas interações podem ser mais automatizadas e, mais importante ainda, beneficiar de um efeito de comunidade (entre todos os utilizadores do produto). Que por fim resultará numa melhor experiência de utilização desses produtos. Até ao ponto em que mesmo uma potencial má experiência (exemplo: um bug) se acaba por tornar num fatorde diferenciação perante a concorrência e num cliente mais satisfeito.
Características das Aplicações
Os produtos nativos HTML5 desenvolvidos com a Plataforma Elevation terão um conjunto de características que endereçam os objetivos anteriores e outros.
